quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Compostagem sem blá-blá-blá!



                                                      Compostagem
 01.    Finalidade

             Redução da quantidade de resíduos nos aterros sanitários.
             Reciclagem desses materiais para sua devolução ao solo.

02. Como funciona?

            A compostagem transforma o resíduo orgânico em um material chamado de “composto”.       
   Na compostagem em caixas a principal responsável por essa transformação é a minhoca.
     Esse “composto” é constituído basicamente de húmus que é o mais completo adubo existente.

 03.  Definição de lixo e não lixo

       Lixo  → basicamente todo material que foi muito beneficiado e  sofreu muita modificação dos seus componentes naturais.  Exemplo: tinta, cola, vidro, plástico e alimentos que foram beneficiados como restos de comidas cozidas, etc.
      Não lixo  → basicamente os materiais naturais. Exemplo: folhas, frutas, flores, legumes, verduras e cereais crus, etc.

 04.  O que pode ser colocado na composteira?

         Os materiais considerados não lixo e alguns lixos que foram pouco beneficiados, por exemplo: Os papelões sem colas e sem tintas, os guardanapos de papel e papeis toalha usados e sem gordura, o coador de papel e o pó de café usados, bem como  folhas, ramos e flores secas ou não, palha, cascas de ovo e outros.

05.  O que não pode ser colocado na composteira?

        Os materiais considerados lixo e outros como: carnes, sal, gorduras, alho, cebola, produtos químicos, fezes de animais domésticos, etc.
Obs.: Deve-se evitar colocar frutas cítricas na composteira.

06.  O que é uma composteira de caixa?

         É basicamente um conjunto de três caixas empilhadas e encaixadas, sendo a de cima com tampa.  As duas de cima furadas no fundo e a de baixo sem furos portando uma torneira para drenar o chorume.
          Nas caixas superiores colocaremos os resíduos que serão reciclados e na inferior coletaremos o chorume que é um biofertilizante líquido resultante da decomposição dos orgânicos e da água adicionada para manter a umidade necessária.
          As duas primeiras caixas serão “digestoras” e a de baixo “coletora”.

 07.  Colocação dos materiais nas caixas

           Estando as três caixas empilhadas iniciaremos colocando os materiais em camadas na caixa superior na seguinte ordem:

      1ª.   Colocamos uma fina camada de uma mistura levemente triturada de folhas secas, palhas, flores, aparas de grama, papelão picado, etc. (Que passaremos a chamar de mistura seca*) para que possa circular o ar e drenar o chorume.

       2ª.  Sobre essa primeira camada colocamos as minhocas com um pouco de terra umedecida.

       3ª.  Sobre as minhocas colocaremos o nosso resíduo orgânico “picado”.

       4ª.  Novamente colocaremos uma camada da mistura seca*  com a finalidade de cobrir os resíduos orgânicos.  Nesse estágio se faz necessária uma ligeira regada para umedecer as folhas.  Pouca água, apenas para umedecer e não para molhar.
              Colocaremos a tampa da caixa e aguardaremos cinco dias, no mínimo, para que possamos recolocar mais resíduos orgânicos.
              Os resíduos gerados na sua casa durante estes cinco dias devem ser guardados em embalagens fechadas e refrigeradas.

       5ª.  Ao colocar novos resíduos na caixa, após cinco dias, revolveremos todo o seu conteúdo verificando a umidade e o aspecto geral.

       6ª.  Colocaremos os resíduos picados guardados nos cinco dias.

       7ª.   Novamente mais uma camada da mistura seca*. Colocamos a tampa da caixa.
                 
Obs.: 1) Se for notado que as minhocas não deram conta de consumir totalmente os últimos resíduos colocados, das duas uma: ou foi colocada uma quantidade grande de resíduos ou a quantidade de minhocas está insuficiente.
              2) Se notar que a quantidade de minhocas ainda é insuficiente, colocar apenas resíduos  mais macios, evitando as cascas mais duras como as de abacate, abóbora,  melancia e  ovo.
              3)  Se o material estiver muito seco,  regar.  Se muito molhado deve-se aumentar a quantidade da mistura seca*.

Quando essa primeira caixa estiver “totalmente” cheia, ela será  substituída  pela segunda caixa, invertendo as suas posições e iniciaremos a colocação dos resíduos nessa caixa vazia  da seguinte forma:
           1º Iniciamos colocando os resíduos orgânicos guardados.
           2º Cobrimos com a mistura seca*e colocamos a tampa.

As minhocas migrarão, no decorrer de 10 dias, da segunda caixa (cheia) para a caixa de cima através dos furos e iniciarão o processo nessa caixa superior.

 08.  Coleta e utilização do “composto”

                        Decorridos os dias da migração das minhocas, a caixa do meio estará cheia de composto, que é um material parecido com terra. Essa caixa deverá ser retirada da pilha e o material deverá ficar maturando por 10 dias com uma tampa simples de papelão em um local arejado, fresco e abrigado do sol.  Em seguida esse material será misturado à terra comum e utilizado para o plantio. Assim os materiais foram devolvidos ao solo.

Obs.: Se ainda ficarem minhocas na caixa e se for necessário recolhê-las, coloca-se uma matéria orgânica num dos cantos da caixa, como isca. Durante o período de maturação, as minhocas restantes irão para esse canto facilitando o seu manuseio. Caso não seja necessário recolhê-las, podemos misturá-las com a terra, o que enriquecerá a adubagem.

 09.  Coleta do chorume

            O chorume pode ser coletado da caixa inferior, a qualquer momento e depois de diluído, na proporção de 5 (água) para 1 (chorume) , utilizado para regar as plantas.
Obs.: Esse chorume, ao contrário dos outros encontrados em aterros sanitários, não é tóxico, pelo simples fato de ter sido resultado de uma decomposição de produtos naturais.
  
10.  Minhocas

              Aconselha-se utilizar as minhocas vermelhas (californianas) podendo utilizar também as minhocas de jardim (puladeiras) ou mesmo as duas juntas.
              Toda minhoca põe ovos num período de três a quatro dias numa média de sete a dez ovos encapsulados num casulo. Esses ovos podem estar fecundados ou não, de tal modo que cada uma tem condições de gerar até quinhentos filhotes por ano.
           
11.  Caixas

                Utilizam-se caixas de plástico (polipropileno) iguais para que haja um perfeito encaixe. As duas de cima serão furadas no fundo com brocas de seis mm, num total aproximado de 100 a 150 furos bem divididos.
                Essas caixas deverão ficar num local arejado, fresco e abrigado do sol para evitar alta temperatura interna e o ressecamento das mesmas.


Caixa inferior: coletora


Caixa digestora: observam-se os furos no fundo.


Caixa superior com tampa


Conjunto completo já no local escolhido.


A terra com as minhocas.


Resíduos orgânicos foram misturados à terra com as minhocas.


Cobertura: mistura seca.



3 comentários:

  1. Eu tô adorando e já compartilhei com meus amigos.
    Quero ver o passo-a-passo pra poder fazer aqui em casa também.
    adorei.
    abs,
    FW

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  2. Perguntas: Onde conseguir estas caixas? Quanto custou? É necessario fazer aqueles pezinhos de tijolo? Porque? Onde comprar as minhocas? As que vc usou foram as comuns ou californianas? Quanto de minhoca é preciso? Quanto custou? E o lixo comum, antes de ir pra caixa, como vc guarda? Precisamos de mais dicas...acho que estes assuntos acima já dão pra mais algumas postagens, não?
    Estamos adorando, e compartilhando...

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  3. Várias firmas vendem caixas plásticas que podem ser adaptadas para essa finalidade. As minhas eu adquiri na Morada da Floresta. Verifique o preço do kit, do transporte e das minhocas no site: loja@moradadafloresta.org.br.
    As minhocas que eu utilizei são as californianas e para começar você deverá ter aproximadamente duzentas e cinquenta unidades.
    Os pés de tijolos eu coloquei para dar um melhor apoio e facilitar a limpeza sob as caixas.
    O lixo orgânico gerado diariamente deverá ser guardado na geladeira em um recipiente com tampa.
    Espero ter sanado suas dúvidas. Agradeço o comentário e coloco-me à disposição para responder quaisquer outras dúvidas.

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