terça-feira, 22 de novembro de 2011

Jardineira de mesa ecológica



        Usando a criatividade, desenvolvemos essa jardineira de mesa que utiliza uma garrafa pet grande e dois gargalos de garrafas pequenas. Faz-se uma “janela” onde serão colocadas as plantas e que servirá de acesso para a montagem das bases. Fazem-se dois furos na parte contrária a da “janela” onde entrarão os gargalos das garrafas menores que serão fixadas pelas próprias tampas no interior da garrafa maior.



         Depois de colocada a terra na jardineira, as tampas ficarão ocultas e os gargalos servirão de base.


          Podem ser colocadas em mesas, janelas, sobre muros, etc.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Úbere de irrigação

    

          Essa “traquitana” tem por objetivo promover uma irrigação por gotejamento nos dias em que você se ausenta de casa, nos dias mais quentes, ou em funcionamento constante quando o solo é muito seco, sendo esse gotejamento regulado.


                                    
          Para essa finalidade utilizamos um garrafão descartável de água mineral e um Kit para administração de soro (EQUIPO) devidamente modificado. O EQUIPO original tem uma câmera com filtro que facilmente satura impedindo a passagem da água, bem como, um injetor em “Y”. Ambos devem ser removidos.

Demonstração da modificação

           Cortamos e eliminamos o injetor.


  Cortamos o tubo flexível rente a câmera.


Cortamos a câmera e a eliminamos. 


  Conectamos o tubo flexível no ‘bico’.


 Observem a diferença. 


Assim fica o EQUIPO modificado.

           
   Fizemos uma amarração com cordões para fixação. 


Furamos o fundo do garrafão com broca de quatro milímetros e meio de diâmetro. 


          Enfiamos os ‘bicos’ nos furos do fundo do garrafão, penduramos o mesmo num galho de árvore, numa grade de janela ou num cabide para essa finalidade e enchemos o mesmo com água.

       
          Com o regulador totalmente aberto teremos um fio d’água constante e faremos a regulagem para a cadência de gotejamento desejada.

              
          Depois de feita essa regulagem e fixado a ponta do tubo junto ao “cordão guia” do tomateiro verificaremos o gotejamento.

               
          Esse úbere com seis saídas irriga seis tomateiros ainda em fase de crescimento.

                  
          Podemos utilizar um único ponto de irrigação com uma garrafa Pet ou vários em pontos afastados com várias garrafas.

Obs.: Como o garrafão fica no alto utilizamos uma mangueira para enchê-lo. O tempo de autonomia do úbere em questão é de aproximadamente vinte e quatro horas, dependendo diretamente da cadência do gotejamento. É possível que um garrafão de vinte litros com apenas uma saída bem regulada irrigue por uma semana ininterruptamente, podendo ser usado numa casa de veraneio.  Devemos colocar uma tampa no garrafão para evitar a entrada de insetos, folhas e poeira sem contudo impedir a entrada do ar.

Veja no vídeo abaixo o funcionamento geral da irrigação:






sexta-feira, 28 de outubro de 2011


Jardineiras ecológicas
Passo a passo da confecção.

Utilizamos garrafas PET que seriam encaminhadas para algum aterro sanitário, e damos preferência às garrafas de estruturas mais rígidas e do mesmo tamanho para cada fileira.
Começamos lavando bem as garrafas para a retirada de resíduos e possíveis fungos.
Após secá-las iniciamos a fase dos furos, que serão feitos com um ferro de soldar comum ou utilizando furadeira com brocas de 8 a 10 mm de diâmetro.

Furando a tampa

                 
Furando o fundo


Para fazermos as “janelas” onde serão colocadas as mudas de planta, sugerimos que sejam feitos quatro furos para cada janela,  delimitando o tamanho das mesmas e facilitando a entrada da ponta da tesoura.
Furos para delimitar as “janelas”.


Abrindo as “janelas”.


Utilizamos um cordão de polipropileno de 6 mm de diâmetro para interligar e sustentar as jardineiras.
Esticamos o cordão e marcamos com o auxílio de uma caneta espaços de 40 em 40 cm, sendo uma marcação para cada garrafa. O número de marcações dependerá do número de quantas garrafas que serão penduradas em cada fileira.


Marcando o cordão.


             Dobramos o cordão, na marca, e enfiamos o cordão no furo feito na tampa da garrafa de fora para dentro. 


                Damos então um nó no cordão para que o mesmo fique depois dentro da garrafa.


           Fazemos o mesmo com o outro cordão que enfiaremos no fundo da garrafa. Observe que para ser possível dar esse nó no fundo da garrafa, utilizamos uma das “janelas” como acesso.

Após a colocação das tampas, esticamos os cordões e temos um conjunto formado por garrafas em paralelo na horizontal.


Para a fixação do conjunto fazemos uma “laçada” no primeiro espaço de 40 cm acima da primeira garrafa.
Abaixo de cada janela fazemos dois furos para drenar o excesso de água, de tal modo que essa água cairá na jardineira inferior.

Vejam abaixo o resultado de um conjunto de quatro fileiras  formado por dezesseis garrafas.



Essa é a ideia.
Use a sua criatividade e desenvolva variações sobre o tema.
Mãos a obra! 





            

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Compostagem sem blá-blá-blá!



                                                      Compostagem
 01.    Finalidade

             Redução da quantidade de resíduos nos aterros sanitários.
             Reciclagem desses materiais para sua devolução ao solo.

02. Como funciona?

            A compostagem transforma o resíduo orgânico em um material chamado de “composto”.       
   Na compostagem em caixas a principal responsável por essa transformação é a minhoca.
     Esse “composto” é constituído basicamente de húmus que é o mais completo adubo existente.

 03.  Definição de lixo e não lixo

       Lixo  → basicamente todo material que foi muito beneficiado e  sofreu muita modificação dos seus componentes naturais.  Exemplo: tinta, cola, vidro, plástico e alimentos que foram beneficiados como restos de comidas cozidas, etc.
      Não lixo  → basicamente os materiais naturais. Exemplo: folhas, frutas, flores, legumes, verduras e cereais crus, etc.

 04.  O que pode ser colocado na composteira?

         Os materiais considerados não lixo e alguns lixos que foram pouco beneficiados, por exemplo: Os papelões sem colas e sem tintas, os guardanapos de papel e papeis toalha usados e sem gordura, o coador de papel e o pó de café usados, bem como  folhas, ramos e flores secas ou não, palha, cascas de ovo e outros.

05.  O que não pode ser colocado na composteira?

        Os materiais considerados lixo e outros como: carnes, sal, gorduras, alho, cebola, produtos químicos, fezes de animais domésticos, etc.
Obs.: Deve-se evitar colocar frutas cítricas na composteira.

06.  O que é uma composteira de caixa?

         É basicamente um conjunto de três caixas empilhadas e encaixadas, sendo a de cima com tampa.  As duas de cima furadas no fundo e a de baixo sem furos portando uma torneira para drenar o chorume.
          Nas caixas superiores colocaremos os resíduos que serão reciclados e na inferior coletaremos o chorume que é um biofertilizante líquido resultante da decomposição dos orgânicos e da água adicionada para manter a umidade necessária.
          As duas primeiras caixas serão “digestoras” e a de baixo “coletora”.

 07.  Colocação dos materiais nas caixas

           Estando as três caixas empilhadas iniciaremos colocando os materiais em camadas na caixa superior na seguinte ordem:

      1ª.   Colocamos uma fina camada de uma mistura levemente triturada de folhas secas, palhas, flores, aparas de grama, papelão picado, etc. (Que passaremos a chamar de mistura seca*) para que possa circular o ar e drenar o chorume.

       2ª.  Sobre essa primeira camada colocamos as minhocas com um pouco de terra umedecida.

       3ª.  Sobre as minhocas colocaremos o nosso resíduo orgânico “picado”.

       4ª.  Novamente colocaremos uma camada da mistura seca*  com a finalidade de cobrir os resíduos orgânicos.  Nesse estágio se faz necessária uma ligeira regada para umedecer as folhas.  Pouca água, apenas para umedecer e não para molhar.
              Colocaremos a tampa da caixa e aguardaremos cinco dias, no mínimo, para que possamos recolocar mais resíduos orgânicos.
              Os resíduos gerados na sua casa durante estes cinco dias devem ser guardados em embalagens fechadas e refrigeradas.

       5ª.  Ao colocar novos resíduos na caixa, após cinco dias, revolveremos todo o seu conteúdo verificando a umidade e o aspecto geral.

       6ª.  Colocaremos os resíduos picados guardados nos cinco dias.

       7ª.   Novamente mais uma camada da mistura seca*. Colocamos a tampa da caixa.
                 
Obs.: 1) Se for notado que as minhocas não deram conta de consumir totalmente os últimos resíduos colocados, das duas uma: ou foi colocada uma quantidade grande de resíduos ou a quantidade de minhocas está insuficiente.
              2) Se notar que a quantidade de minhocas ainda é insuficiente, colocar apenas resíduos  mais macios, evitando as cascas mais duras como as de abacate, abóbora,  melancia e  ovo.
              3)  Se o material estiver muito seco,  regar.  Se muito molhado deve-se aumentar a quantidade da mistura seca*.

Quando essa primeira caixa estiver “totalmente” cheia, ela será  substituída  pela segunda caixa, invertendo as suas posições e iniciaremos a colocação dos resíduos nessa caixa vazia  da seguinte forma:
           1º Iniciamos colocando os resíduos orgânicos guardados.
           2º Cobrimos com a mistura seca*e colocamos a tampa.

As minhocas migrarão, no decorrer de 10 dias, da segunda caixa (cheia) para a caixa de cima através dos furos e iniciarão o processo nessa caixa superior.

 08.  Coleta e utilização do “composto”

                        Decorridos os dias da migração das minhocas, a caixa do meio estará cheia de composto, que é um material parecido com terra. Essa caixa deverá ser retirada da pilha e o material deverá ficar maturando por 10 dias com uma tampa simples de papelão em um local arejado, fresco e abrigado do sol.  Em seguida esse material será misturado à terra comum e utilizado para o plantio. Assim os materiais foram devolvidos ao solo.

Obs.: Se ainda ficarem minhocas na caixa e se for necessário recolhê-las, coloca-se uma matéria orgânica num dos cantos da caixa, como isca. Durante o período de maturação, as minhocas restantes irão para esse canto facilitando o seu manuseio. Caso não seja necessário recolhê-las, podemos misturá-las com a terra, o que enriquecerá a adubagem.

 09.  Coleta do chorume

            O chorume pode ser coletado da caixa inferior, a qualquer momento e depois de diluído, na proporção de 5 (água) para 1 (chorume) , utilizado para regar as plantas.
Obs.: Esse chorume, ao contrário dos outros encontrados em aterros sanitários, não é tóxico, pelo simples fato de ter sido resultado de uma decomposição de produtos naturais.
  
10.  Minhocas

              Aconselha-se utilizar as minhocas vermelhas (californianas) podendo utilizar também as minhocas de jardim (puladeiras) ou mesmo as duas juntas.
              Toda minhoca põe ovos num período de três a quatro dias numa média de sete a dez ovos encapsulados num casulo. Esses ovos podem estar fecundados ou não, de tal modo que cada uma tem condições de gerar até quinhentos filhotes por ano.
           
11.  Caixas

                Utilizam-se caixas de plástico (polipropileno) iguais para que haja um perfeito encaixe. As duas de cima serão furadas no fundo com brocas de seis mm, num total aproximado de 100 a 150 furos bem divididos.
                Essas caixas deverão ficar num local arejado, fresco e abrigado do sol para evitar alta temperatura interna e o ressecamento das mesmas.


Caixa inferior: coletora


Caixa digestora: observam-se os furos no fundo.


Caixa superior com tampa


Conjunto completo já no local escolhido.


A terra com as minhocas.


Resíduos orgânicos foram misturados à terra com as minhocas.


Cobertura: mistura seca.



Ainda na pista...

Parece simples, mas nem tanto.

Continuo testando...em breve, apago os posts de teste e decolamos (ou devo manter os testes?)

Será que eles irão virar adubo orgânico também, no mundo ON???
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Aquecendo os Motores

Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite!

Este é o meu primeiro post...isto mesmo! estou aprendendo.
Não só aqui, no mundo ON-Line, tentando fazer um Blog, mas também aqui fora, no mundo OFF-Line, já que aceitei o desafio de aprender -e registrar- tudo sobre compostagem.

A partir de agora, tentaremos aproveitar, aqui na casa da Vó Cema, todo o nosso lixo orgânico, para gerar adubo pra nossa hortinha.

Pensamento do dia, que reflete este momento: Vamos pensar grande, mas começaremos bem pequenos!

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